In a Heartbeat: Curta animado sobre primeiro amor entre dois garotos

In a Heartbeat: Curta animado sobre primeiro amor entre dois garotos

Emocionante produção retrata as sensações de se uma quedinha por alguém através da perspectiva de dois jovens rapazes.

Todo mundo já teve uma quedinha por um colega na época do colégio, não é mesmo? Difícil esquecer a timidez, o friozinho na barriga, a vontade de agradar, o medo da rejeição e todas aquelas sensações que fazem do primeiro amor algo especial, empolgante e até torturoso.

Pensando nisso, os cineastas Beth David e Esteban Bravo montaram o belo curta animado In a Heartbeat, produzido como tese de final de curso na Ringling College of Art and Design. A produção de quatro minutos foi lançada no YouTube na última segunda-feira (31) e já foi assistida por mais de 2 milhões de pessoas.

A história segue um jovem que tem medo de ser rejeitado pelo garoto dos seus sonhos, até que seu coração pula do seu peito e começa a agir por conta própria, seguindo o “crush”. Sem falas, a produção é coroada pela trilha sonora de Arturo Cardelús e o design de som de Nick Ainsworth.

O curta, que ganhou diversos prêmios em festivais, chamou a atenção nas mídias sociais por retratar a inclusão LGBTQ, área pela qual a maioria dos estúdios, especialmente de filmes animados, não costumam transitar. Desde o lançamento do trailer e da campanha de financiamento coletivo do Kickstarter, que arrecadou 14 mil dólares para que a produção fosse finalizada, David e Bravo receberam duras críticas –como aquelas enfrentadas pelo live-action de A Bela e a Fera, que apresentou LeFou como homossexual; a série animada Star vs As Forças do Mal, que mostrou o primeiro beijo gay entre dois personagens; Power Rangers, que teve a Ranger Rosa questionando sua sexualidade; e Star Trek: Sem Fronteiras, que mostrou Sulu encontrando seu marido – mas os cineastas revelam que as respostas positivas superaram as negativas.

“O tom original era uma história entre um menino e uma menina”, revelou Beth David em entrevista à NBC News. “Mas não foi até que fizéssemos sobre uma paixão do mesmo gênero que a ideia realmente começou a se formar e criou identificação comigo e Esteban. Nós percebemos que tivemos algo que potencialmente poderia ser realmente especial para nós”. Os dois animadores esperam que o filme possa ajudar a enfrentar o que eles acreditam ser uma falta de representação LGBTQ na mídia e na animação.

Prepare os lencinhos e assista:

Vi no Adoro Cinema

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *